extra tempo

Quarta-feira, Março 23

Caminhando



Penso, que alguns morrem logo pelos trinta anos, estes sabem bem o que é certo e o que é errado. Outros tantos pensam em começar daí, dos trinta anos, outros esperam mais e inconformados com a morte em vida, explodem aos quarenta e cinco anos buscando repor os dias de espera. Sei que há tempo, sempre há tempo de existir. Acredito também, que não haja onde chegar, que só existe mesmo o caminhar.



tuluca


São Paulo 21 de março de 2011


Elpidio escreveu 01:44
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Quinta-feira, Fevereiro 24

visite o novo extra tempo

http://oextratempo.blogspot.com/
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Elpidio escreveu 00:15
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Sexta-feira, Setembro 3

Há um lugar pra cantar, um lugar pra estar, algum lugar para ser

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Veja o outro endereço continuação deste:
http://oextratempo.blogspot.com/

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Elpidio escreveu 00:59
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Terça-feira, Julho 20

BALADA PARA UN LOCO
1969


Letra: Horacio Ferrer.
Música: Astor Piazzolla.


Para recitar

Las tardecitas de Buenos Aires tiene ese qué sé yo, ¿viste?
Salgo de casa por Arenales, lo de siempre en la calle y en mí,
cuando de repente, detrás de ese árbol, se aparece él,
mezcla rara de penúltimo linyera y de primer polizonte
en el viaje a Venus. Medio melón en la cabeza,
las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies,
y una banderita de taxi libre en cada mano... Ja...ja...ja...ja...
Parece que sólo yo lo veo, porque él pasa entre la gente
y los maniquíes me guiñan, los semáforos me dan tres luces celestes
y las naranjas del frutero de la esquina me tiran azahares,
y así, medio bailando, medio volando,
se saca el melón, me saluda, me regala una banderita
y me dice adiós.

Para cantar:

Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao,
no ves que va la luna rodando por Callao
y un coro de astronautas y niños con un vals
me baila alrededor...
Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao,
yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrión;
y a vos te vi tan triste; vení, volá, sentí,
el loco berretín que tengo para vos.
Loco, loco, loco, cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sábana vendré, con un poema
y un trombón, a desvelar tu corazón.
Loco, loco, loco, como un acróbata demente saltaré,
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloquecí tu corazón de libertad, ya vas a ver.

Para recitar:

Y así el loco me convida a andar
en su ilusión súper-sport,
y vamos a correr por las cornisas
con una golondrina por motor.
De Vieytes nos aplauden: Viva, viva...
los locos que inventaron el amor;
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.
Nos sale a saludar la gente linda
y el loco, pero tuyo, qué sé yo, loco mío,
provoca campanarios con su risa
y al fin, me mira y canta a media voz:

Para cantar:

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
trepate a esta ternura de loco que hay en mí,
ponete esta peluca de alondra y volá, volá conmigo ya:
vení, quereme así piantao, piantao, piantao,
abrite los amores que vamos a intentar
la trágica locura total de revivir,
vení, volá, vení, tra...lala...lara...
Elpidio escreveu 03:32
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Terça-feira, Março 2

nasceu um novo extra tempo, que é continuação deste.
para quem aqui veio, o novo endereço está aqui:

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Elpidio escreveu 09:05
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Segunda-feira, Fevereiro 15






O tempo tem tempos solitários, aos quais grudamos como pranchas salva-vidas e mais a agarramos conforme os novos momentos tentam nos apartar dessas pequenas preciosidades tão necessárias e caras.
Da memória tudo vai-se; meu pai dizia: “Tudo passa, tudo cansa, tudo se esquece”; mas não quero esquecer deste dia também...

Eram muitas as palavras e os sorrisos, aqui comigo ficou somente as imagens, perdi as palavras. Os olhos muito azuis, o cabelo anelado e curto, sorriam também. Num súbito instante, o sorriso some, a mão abre a torneira, enquanto os olhos esperam a água sair pelo chuveiro. Olho-a, as mãos espalmadas esperam o jato, que chega frio e arregala os olhos azuis, tão azuis. Esse tempo infinito, das gotas a se despencarem lá do alto, fazendo um sorriso que a água ainda não molhou, ficou gravado nas paredes da minha memória, como um retrato, ou poema, num tempo sem tempo e sem fim.

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Elpidio escreveu 06:02
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Quinta-feira, Janeiro 21

São Paulo, 9 de maio de 1993




Amigo



Porque não é mais a hora do lanche?


Há hoje, muita pergunta e inquietação em meu espírito. Busco o novo em tudo o que penso. Não faço mais o caminho, sigo por ele. Já não tenho o tempo... queria tê-lo, domina-lo, para estar junto a você mais vezes no tempo que me for dado.

Eu hoje tenho quarenta e dois anos já vividos, muitos amigos que você também conhece. Penso em você e nos outros amigos pelo ano afora, crio coisas que queria fazer ou dizer ao “Todo” (os meus amigos) e as idéias acabam na criação, raramente tornando o irreal em volume e forma.

a urgência de afazeres novamente me impede.

PAZ

tuluca


(carta aos amigos na entrada da festa de meu aniversário)

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Elpidio escreveu 09:02
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Terça-feira, Janeiro 19

entre o nada e o porque


ficamos assim
entre o nada e o porque
muitos foram os instantes
todos tão cheios de vazio
depois cada um a se ir de nós
nessas muitas partidas
de imensas noites vãs
sem aurora, sem remédio
nem espanto, quase porque
só que agora já não sei



tuluca

São Paulo, 19 de janeiro de 2010

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Elpidio escreveu 06:28
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Sexta-feira, Janeiro 8



Aqui neste vale, entre estas montanhas está a cozinha de minha casa, que tem a janela virada para uma pequena charneca, lá, já há uma semana, coaxa uma perereca com um ruído igual ao de um celular sem bateria.
Ou seriam os celulares sem bateria que se parecem com perereca?

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Elpidio escreveu 23:39
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Terça-feira, Janeiro 5




Vazio

Esse sentimento é um oco dentro de nós, na verdade ele não existe externamente, é alguma coisa que ocorre pra você e nem é por falta do que fazer.
Talvez seja esse abismo o próprio desgostar-se. Fato é, que o vazio, ou o preenchido são só um estado de animo em virtude das coisas que se pensa e se quer.
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Elpidio escreveu 04:17
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subia na montanha/ não como anda um corpo/ mas um sentimento/ ... Chico Buarque

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